Todo advogado que já pesquisou “agência de marketing jurídico” sabe o problema: dezenas de opções, promessas parecidas, e nenhuma forma óbvia de saber quem realmente entende de Direito Médico e da Saúde e quem só vai aplicar uma fórmula genérica de outro nicho. Escolher errado custa tempo, dinheiro e, no pior caso, um problema com a OAB.
Este guia lista os critérios que realmente separam uma boa escolha de uma decisão que vai dar dor de cabeça.
1. A agência entende a diferença entre Direito Médico e outras especialidades?
Um teste simples: pergunte como a agência pretende diferenciar o seu conteúdo de um advogado de Direito de Família ou Direito Trabalhista. Se a resposta for genérica (“fazemos posts e anúncios para qualquer advogado”), é sinal de que você vai receber o mesmo pacote que qualquer outro cliente. Direito Médico e da Saúde tem vocabulário técnico próprio, um público (médicos e profissionais de saúde) com hábitos de consumo de conteúdo específicos, e riscos regulatórios que se somam ao Provimento 205 da OAB.
2. Conformidade com o Provimento 205 é tratada como fundamento, não como detalhe
Qualquer agência séria sabe que existe o Provimento 205/2021. A pergunta certa não é “vocês conhecem a norma”, mas sim “como ela molda cada peça que vocês produzem”. Se a resposta for vaga, ou se a agência sugerir linguagem que promete resultado, menciona valores de honorário como atrativo, ou fala em “captação agressiva”, é motivo para recusar na hora. Agência que arrisca a sua OAB para entregar métrica de vaidade não está protegendo o seu ativo mais importante: a sua inscrição.
3. Pede prova de trabalho anterior no nicho, não portfólio genérico
Qualquer agência de marketing digital consegue mostrar posts bonitos. O que interessa é: já trabalharam com advogado de Direito Médico e da Saúde antes? Têm casos de escritórios que saíram de dependência só de indicação para um fluxo mais previsível? Peça para ver, mesmo que anonimizado, como o conteúdo evoluiu ao longo de meses reais, não só um mockup de apresentação comercial.
4. O contrato deixa claro o que é entregável e o que é expectativa
Marketing jurídico sério não promete número de causas fechadas, porque isso seria captação ativa vedada pela OAB. Uma agência transparente vai ser clara sobre isso desde a primeira conversa, explicando que o trabalho é construir visibilidade e autoridade, com indicadores de processo (alcance, engajamento, contatos qualificados) em vez de promessa de resultado jurídico. Desconfie de quem promete “X clientes por mês”: além de ser proibido, geralmente é mentira.
5. Existe acompanhamento humano, não só relatório automático
Dashboard bonito não substitui uma reunião mensal onde alguém explica o que está funcionando e o que precisa ajustar. Pergunte como funciona o acompanhamento: quem é a pessoa (ou equipe) responsável pela sua conta, com que frequência vocês conversam, e se há espaço para revisar a estratégia conforme o seu escritório muda.
6. O tempo de contrato é compatível com a realidade do marketing jurídico
Autoridade digital em Direito Médico e da Saúde não se constrói em 30 dias. Agências que oferecem contrato mês a mês sem compromisso mínimo geralmente também não têm um plano de longo prazo, porque sabem que o cliente vai sair antes de ver resultado real. Um mínimo de seis meses é o tempo realista para o posicionamento amadurecer.
Uma lista rápida para levar à primeira conversa
- Já atenderam Direito Médico e da Saúde antes, com exemplos concretos?
- Sabem explicar, sem enrolação, o que o Provimento 205 permite e proíbe?
- O contrato deixa claro que não há promessa de resultado jurídico?
- Existe um responsável humano acompanhando a conta, não só automação?
- O prazo mínimo de contrato é compatível com construção real de autoridade?
Se a agência responde com segurança a essas cinco perguntas, você já eliminou a maior parte do risco de uma escolha ruim. O resto é alinhamento de expectativa e afinidade de trabalho, que só se confirma numa conversa de diagnóstico.